segunda-feira, 26 de setembro de 2011

o que sobrou da tsunami

Um tsunami tem o poder de destruir muita coisa. Deixa gente desabrigada, cidades destruídas, pessoas sem rumo. E tsunamis de emoções também nos deixa com a mesma sensação, parece que perdemos tudo. Ficamos tãoooo frágeis. E não é de propósito. É só porque ficamos um pouco na defensiva, tentado nos proteger para que não aconteça outro ao mesmo tempo em que ficamos esperando por mais um a qualquer momento. 

Depois de tentativas um pouco frustradas de proteção, partimos para a parte do tentar entender. O que também pode ser algo muito frustrante, porque procuramos explicações e não existe nada muito claro. Nada que justifique ou nos faça compreender. E é pelo simples fato de que não existem explicações. E nem culpados. Ficamos repassando o momento na mente e revendo, revendo e pra que? Já passou. Agora é levantar a cabeça, erguer as mangas e partir pra reconstrução.

A parte da reconstrução é a mais importante e a mais fantástica. Porque é aí que você finalmente começa a entender. Percebe que tudo começa a fazer sentindo. Todas as outras etapas anteriores são compreendidas na reconstrução. Mas não, não dá pra pular etapas. Tudo é um ciclo que ás vezes pode ser muito rápido, que você nem percebe que passou por eles, ou é bem dolorido e longo. Mas tudo faz parte. É o tal do amadurecimento.

Quando começamos a aceitar as coisas e pessoas como elas são, tudo vai ficando mais fácil. A vida flui mais leve, fica mais simples. É lógico que isso não acontece da noite pro dia. É um desafio diário. Temos a mania de pensar no que varemos amanhã e esquecemos-nos de fazer hoje. Quero mudar o mundo, salvar o planeta e deve ser por isso que ás vezes as coisas se complicam. E a questão tá em que: você pode fazer a sua parte, mas nem tudo depende só de você. As pessoas não mudam porque os outros acham que suas atitudes são erradas. As mudanças só acontecem quando o outro quer que elas aconteçam. 

E quando começamos a aceitar que certa coisa não se pode mudar, e que nem tudo depende de nós, começamos a viver melhor.

Sabe o mito da caverna? Existem pessoas que realmente não tem o conhecimento e acreditam que a vida é apenas aquilo que conseguem ver pela pouca luz. Mas tem gente que sabe que existe muita mais que aquilo que se tem ali, só que quer permanecer na caverna. E por mais que nos doa ou nos deixe inconformados, não podemos fazer absolutamente nada. Pois é questão de escolha. E o teu único dever é respeitar.



Tsunamis sempre vão existir e não importa o que você faça. E depois que se passa por tudo isso a melhor coisa é olhar pro céu e agradecer. Agradecer por simplesmente tudo. Inclusive pelos tsunamis, pois são as oportunidades de crescer. Olhar o mundo com os mesmos olhos, mas enxergando de outra forma.







(Uma vez uma amiga me disse: e quem falou que a vida era fácil? Isso fez todo sentindo no momento)




Ah ah ah um dia tudo volta para o seu lugar
Ah ah ah um dia vai ficar como devia estar
vai ficar como devia estar
(É preciso cantar o refrão bem alto e dançando como se ninguém tivesse olhando)

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

tsunami

Não sei por onde começar. Não sei o que escrever. Só sei que preciso escrever. E é urgente!

"Aceitar as coisas que eu não posso mudar, coragem para mudar as coisas que eu possa, e sabedoria para saber a diferença." Ontem eu li isso e hoje fez sentido. Acho que acabei acreditando que podia salvar o mundo, que esqueci que de certas coisas eu não posso fazer nada.

Sabe tsunami? Que começa a se formar lá no fundo do oceano e vem se aproximando da costa, e alcança uma altura gigante, e saí levando tudo o que ver pela frente?! Pois, acho que foi assim que tudo aconteceu. Não começou hoje. A minha tsunami vem sendo formada a dias, mas parece que hoje chegou a costa. Mesmo sendo esperada, chega de repente. Passa rápido e deixa estragos gigantescos. Começamos a nadar pra tentar sair. Tentamos segurar em qualquer coisa que possa nos dar apoio. Não adianta. Nada é seguro. Não dá pra nadar contra a correnteza. Não dá pra ter apoio, nada é fixo. Só resta esperar e ver o que sobrou.

Morri de medo de surtar. Juro como eu tive. 

Meu estomago começou a pedir comida, mas meu cerebro esqueceu de enviar os estímulos da vontade de comer. Depois minha cabeça doía, tive tonturas. Devia ser a fome, mas não dá pra engolir nada. Só dá vontade de ficar na cama. Na doce ilusão que estou cercada de proteção. Qualquer um que tenta atravessar os lençóis, dispara o alarme. Dá vontade de chorar.

E nessas horas eu esqueço de tudo o que eu acredito.Jogo fora todos os meus sonhos. So pra depois ter todo o trabalho que recolher os cacos e cola-los. Porque eles não vou morrer. Vão continuar lá, esperando eu trazer a cola. Por mais que naquele momento eu desacredite de tudo. Já percebeu que tem sentimentos e vontades, que são teimosos? Mandamos embora, mas não vão. Ficam na porta. Esperando. Porque sabem que um dia a gente os acalenta e traz de volta pra nós. 


Dentre as muitas coisas que esqueceram de colocar na minha embalagem, ficou faltando a dose extra de sangue de barata. Ou talvez - e é o que eu acho mais provável- eu tenha usado toda a dosagem extra. Também ficou faltando a mente evoluída. Aquela que tudo entende, que tudo espera passar e que tudo compreende. Certas coisas não consigo entender. E olha que já estou até começando a acreditar que a errada da história sou eu. Talvez eu tenha estado errada o tempo todo. Porém, creio que ainda não tenho certeza dos erros. Ainda não estou pronta para ser o erro. E se é que sou mesmo. 

Descobri que não sei de mais nada. A tsunami levou minhas teorias. Levou meus escritos. Enterrou minhas provas. Só me deixou o vazio e a pergunta: aonde quero chegar? Não sei mais quem sou e nem pra onde pretendo ir. Meu nariz não aponta mais nada. E o vento parou de soprar o caminho.

Seria pedir demais, eu ter apenas os meus 20 anos? Crescer de acordo com a idade cronologica? Pedir mais irresponsabilidades, já chega a ser absurdo, ne?! E se eu jogar tudo pro alto? Esses problemas não são meus. Não deveriam está sob minha responsabilidade. Até porque eu não busquei isso. E nem assinei contrato de responsabilidades extras antes da hora. 


Eu só sei que doí. Mas não sei onde dói. Machuca, arde, queima, chega até a sangrar.  E não tem anestesia pra nova tatuagem que está surgindo, mesmo sem permissão. Só me resta esperar. Faço esforço pra passar mas não depende só de mim. E continua doendo. É a dor da alma. É a dor do choro. É a dor da lágrima que não consegue cair, se cristaliza na queda. É a dor pra qual não existe remédio. Nem rivotril cura.

Eu faço de tudo pra ser forte. Faço mais ainda pra não cair. Mas tem horas que não dá. Bate a fraqueza e caio. Ás vezes penso ser forte, ás vezes acredito que sou um fracasso. Mas eu paro e lembro que sou apenas humana e lembro de uma frase que diz: "Você só sabe quão forte é, até sua única opção é ser forte". E talvez mesmo quando eu pareça fraca eu ainda seja forte. Talvez não ter surtado até aqui, seja um sinal.


E eu só queria mesmo colo. Um abraço. Deitar a cabeça em alguém e deixar me fazer aconchego mexendo nos cabelos. Eu só queria poder chorar e não ter ninguém pra perguntar o que foi. Queria ter alguém pra me abraçar e esperar o soluço passar e não dizer nada. Talvez eu esteja carente de carinho. Talvez eu esteja carente de atenção. Talvez eu esteja precisando achar meu caminho.

"Preciso de um tempo, preciso me reencontrar em novos caminhos e preciso disso agora" (Caio Fernando de Abreu) Ainda bem que Caio me entende. Acredito toparia me acompanhar numa taça de vinho e brindar o silêncio.

Tô esperando a água baixar. Pra poder começar a reconstruir tudo, de novo. Nada igual. Jamais é igual. Mas pode se mudar o acabamento, a cor... a essência é a mesma. Porque o tsunami vai deixar a cicatriz, colada no corpo. Mas não vai ser capaz de levar a minha certeza, que um novo dia vai chegar. Porque sei que quando o sol nascer, vai trazer junto um novo começo, uma nova esperança.






E hoje não tem foto. Nem música.




P.S.: Esse é um texto da série: ESQUEÇA DEPOIS DE LER.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

casamentos

Hoje vim para contar uma historinha de amor que precisa de um fim. 

Há alguns anos, existia um casal que se amava muito. Todo mundo comentava o quanto gostava de ver os dois juntos. Eles combinavam, davam certo. Pareciam ter sido feitos um para o outro. E foram. 

Muito tempo antes de se conhecerem seus destinos já estavam traçados. Quando eram crianças moravam no mesmo bairro e não se conheciam. Ela passava levada pelas mãos do pai, na frente da casa dele. Tempos depois ela se mudou. Alguns anos mais tarde ele também se mudou. E por obra do destino, para o mesmo bairro que ela. Depois descobriu que estudavam na mesma escola. Ele se tornou amigo do irmão dela e a partir daí a convivência ficou mais frequente. Foi quando então o amor começou a nascer.


Namoraram, noivaram, casaram, tiveram filhos e viveram por um tempo. Mas a imaturidade dos dois, a falta de pessoas que desses bons conselhos, os fizeram tomarem caminhos diferentes. O amor era grande, mas eles deixaram o cotidiano estragar um pouco essa beleza.



Ela achou que não existia mais amor e resolveu se separar. Para ele isso foi um choque muito grande, porque apesar das brigas que havia se tornado frequente, das discordâncias, ele achava que ainda eram um casal perfeito. O chão saiu de seus pés.

O problema foi que ela desgostava de algumas atitudes, ele achava bobagem. Ela queria algo mais, ele achava que estava tudo bem. E ninguém sentou para conversar. Estavam juntos e separados pelo silêncio.



Quando a separação chegou, cada um tentou fazer o seu rumo. Os amigos não acreditaram.



Ela depois de um tempo teve um namorado. Não deu certo. Ele teve varias namoradas, nada serio. Depois de mais uns anos, ela namorou e foi morar junto com o rapaz. Tiveram um filho. Mas apesar de se gostarem foi uma relação muito conturbada. Tiveram varias separações até chegar num fim.



Ele depois de muitos e muitos anos só com ficantes, resolveu se casar. Na verdade foi pressionado por uma que arrumou. As filhas tentaram avisar, mas ele acreditava que assim poderia se apaixonar e finalmente esquecer seu grande amor.



Ela agora está sozinha. Ele tentando se livrar do problema que arrumou.



Eles tentaram levar suas vidas adiante. Mas nenhum conseguiu se desgrudar totalmente do seu passado. Ele ainda carrega consigo o amor que sente por ela. Tenta disfarçar de todas as maneiras, mas é estampado em sua testa quem o coração chama. Ela tenta conviver com a culpa de que tudo podia ser diferente se não tivesse tomado tal atitude.


Toda vez que ela vai a casamentos, fica com o olhar distante. Não sabemos ao certo o que pensa. Mas uma vez me confessou que se pudesse voltar no tempo, teria feito algumas coisas diferentes. 


Porém, eu tenho certeza, de que um pedido de desculpa seria o suficiente para fazê-los seguir adiante. Uma conversa. A mesma que faltou no passado e que ainda continua sendo necessária no presente. Por os pontos nos is. O tempo não volta. Mas nunca é tarde pra se perceber um erro, confessar e pedi desculpas. Nunca é tarde para se perdoar.


Não acredito que eles voltassem a ficar juntos hoje em dia, acho que já se passou muito tempo e eles estão muito mudados. Não tenho a certeza de que eles topariam ficar juntos.  Mas acho que essas desculpas aliviariam a culpa dela. Varia ele por um ponto final nessa historia que ficou tão cheias de interrogações.



Os filhos em comum são o meio que os permitem se falar às vezes. Porém isso é uma desculpa, que eles não sabem que é desculpa. Porque na verdade eles não conseguem entender o que tem dentro de si. O que os une de verdade, não é só o amor pelos filhos, mas o amor de um para o outro que ficou no ar. 



O amor ficou perdido na linha do tempo. Não sabe se acabou, se diminuiu ou aumentou. Se deve ir embora, ou se deve ser transformado. Não sabe se é amor ou amizade, ou carinho, ou lembrança ou maldade.


Acredito que casamento deva ser pra sempre. Por isso, não acho que seja necessário somente amor. O amor é de extrema importância, mas não é tudo. Tem muita coisa que engloba uma vida a dois. Nunca casei, mas dá pra se imaginar o quão dificil deve ser. Basta você olhar para as pessoas que moram com você: pai, mãe, irmão, avó, tio, primo, cachorro. Com certeza tem aquele que você bate de frente, discorda, implica.


Conheço pessoas que se amam, mas não conseguem ficar juntas. Talvez exista amor que precise ser vivido desse jeito. Cada um em seu canto. Mas estando consciente disso, deixando claro para si e para o outro.


Adoro casamentos. Acho tudo muito lindo e inspirador.










(Acho que ainda vou precisar postar mais sobre casamento)












domingo, 24 de abril de 2011

Feliz pascoa

Quando criança, eu adorava a páscoa pelo chocolate. Não! Pelo brinde que vinha no ovo. Depois eu adorava pelo chocolate mesmo, que já vinha sem brinde. Todos os anos meu pai recebe intimações, minha e da minha irmã, para não esquecer nosso ovo de páscoa. Não nos importamos se ele não der presente de aniversário, nem ligamos muito por não mais ganhar presente no dia das crianças (todos os anos eu cobro, mas ele usa a desculpa que já estou grande, e nem sempre dá), mas se ele não trouxer nosso ovo aí sim é muita reclamação. Ficamos ofendidas. Quebra a tradição. Então, páscoa, tem sim que ter ovo de chocolate (até podemos nos contentar com uma caixa de bombom). E o chocolate no formato do ovo viu?! Esse novos no formato do batom, do bombom gigante, não quero.

Adoro páscoa. Tão quanto adoro aniversário e natal.

Tenho uma amiga que não ganha ovos de páscoa. Dizem que já está bastante grandinha. Poxaaa, isso é muito triste. Outro ano à dei um ovo. Acho que devo ter ficado mais feliz que ela (não que  não tenha gostado, gostou sim), se desse eu compraria pra todos os meus amigos, mas eu correria um serio risco de ir  a falência. Eu também queria dá para as criancinhas que não podem ganhar. Bom, não quero pensar nisso agora, por mais que eu queria não posso salvar o mundo. Voltemos ao clima da páscoa.

Claro que o domingo é o dia mais querido e esperado, mas eu gosto de toda a semana santa. Na sexta-feira, almoçamos na casa de minha avó. A família tá toda lá. É o maior pecado cometido em grupo: a gula. De tudo minha vó faz, e é quase impossível resistir à mesa. Depois, enquanto uns ainda estão na mesa, outros lavando os pratos, e mais uns outros jogando conversa fora, na TV começa a passar a paixão de Cristo. Por mais que eu diga, que não quero ver o filme, que é triste e que não gosto mais de assistir. Eu acabo, como todos, na frente da TV. Bom, o que posso fazer?! É a tradição.

Depois disso, chega o domingo. Todo ano é diferente. Já tiveram anos em que minha mãe comprou ovos para todos os sobrinhos e agregados, outro ano colocou os chocolates em caixinhas decoradas e distribuiu. Caixas de bombom, trufas... sempre uma coisa diferente, mas tem sempre um chocolate pra se compartilhar. Eu e minha irmã, adoramos sair para distribuí-los. Muitas vezes pintadas de coelhinhas. É sempre uma festa e não importa a idade. Tiveram anos em que minha mãe ganhou tantos chocolates no trabalho, que precisou esconder. E aí aconteceu, o pior de todos os pecados. O chocolate foi pro lixo. Ela escondeu tanto, que quando decidiu abrir, o chocolate estava estragado. Não havia nada que pudesse reparar a cara de decepção, minha e de minha irmã, pelo erro que mamãe tinha cometido. Foi bom, porque ela nunca mais escondeu chocolate de nós.

Quando o domingo termina, na geladeira tem mais papel que comida. Quem se importa? Os próximos dias, são banhados a cacau.

Na páscoa, tem toda essa magia, mas o que mais mexe comigo, é aquele sentimento de renovação. Não sou tão criança assim, pra não saber qual o verdadeiro sentido da páscoa. Todas as coisas que falei até agora, são bobagens (não tão bobagens assim, é tradição). Porque o verdadeiro significado, acontece dentro de mim. Acho que dentro de todos nós.

Recebi um SMS, de um alguém muito querido e amado, dizendo: feliz páscoa com muita paz, saúde e amor no coração. Eu não podia responder com apenas um obrigada e pra você também, até porque a pessoa precisava e merecia ouvir algo mais. E eu respondi desejando uma boa páscoa e que o sentimento de renovação, renovasse suas esperanças e sua vida. Que era muito importante pra mim e que o amo muito. E é sempre isso que eu desejo para as pessoas que amo. Que elas possam sempre renovar suas energias e seguir.

A vida ás vezes é bem complicada, um tanto difícil. Mas acho que precisamos respirar e renovar-se dia pós dia. Precisamos todos os dias nos dá motivos para continuar. Recriar-se.

Uma vez eu  li uma mensagem, onde dizia que: se controlamos nossa respiração, nós conseguimos manter o controle. Porque a respiração ajuda-nos à acalmar. Só precisamos aprender a respirar. Tem coisas que vão virando mecânica nos nossos dias, mas respirar não é apenas o ato involuntário de encher os pulmões, levar oxigênio para as células, fazer as trocas gasosas e respirar novamente. A cada respiração podemos aspirar um ar cheio de coisas boas. Como tomar banho, quando a água cai, lavando seu rosto, você pode também tá lavando a alma. Deixando ir pro ralo aquilo que não te faz bem. Basta imaginar e acreditar nisso.

Então, que o espírito de renovação esteja sempre conosco, que possamos acreditar em nós mesmos e renovar-se. É um ótimo tempo para começar um projeto, refazer um velho, ter forças pra continuar o que está em andamento. Que você tenha fé. E fé independe de religião. Tenha fé. Porque tudo pode dá certo. Uma vez reclamei de um problema, e  uma amiga me disse, sempre que tiveres um problema lembras que existe alguém em situação pior que você. Isso virou um mantra pra mim. É a pura verdade, tem gente que não tem o que comer, nem onde dormir, não tem nada. E eu tenho tudo. E eu aprendi que Deus, jamais me daria algo se soubesse que não era capaz. Por maior que seja o problema, quão grave seja a situação, tudo passa. Então que possamos fazer o bem e não olhar a quem. Cuidar do planeta. Deixar o amor nascer em nós. Cultivemos as amizades e sejamos felizes.

Sintam-se abraçados e beijados. Beijinhos com sabor de chocolate
Uma feliz pascoa!!!


(Não sei se o fato de ter levantado as 7h, dormido pouquíssimo, e a pascoa, mas deu vontade de acordar e escrever.)




                     (procurei minha foto, quando criança, de coelhinha, mas não achei)





domingo, 13 de fevereiro de 2011

um castigo de sonho

Acordei. Ainda deitada lembrava apenas que tinha tido um sonho bom. Veio a mente algumas cenas confusas, atrapalhadas, nada demais. O que me deixou um pouco angustiada, sei que sonhei algo bom e não consigo lembrar.

Levantei e comecei a passear pela casa. Fui lembrando de algumas partes. Mas, nada demais. Nada que me fizesse realmente parar e prestar atenção no que estava pensando. Preparo meu café da manhã, sento e ligo  a TV.

O coração começou dando pontadas. Depois conseguiu manter uma frequência. Acelerada.

Surge tudo na mente. Um prato cheio do que aconteceu no sonho (entenda como a parte mais importante). Sorrisos, olhares, joguinhos... Daqueles sonhos que deveriam ser reais. Oh céus! É quase um castigo sonhar desse jeito.

Maldito sorriso, maldito olhar, até em meus sonhos vem me perturbar. Só era o que eu pensava. Um verdadeiro filme de amor, digno para produções em Hollywood. Encontramos-nos sem querer, uma rápida troca de olhares. Bateu aquela, digamos, química. Logo, descobri que estudaríamos na mesma sala. Depois da aula ele se aproxima, fico encabulada. Vejo mais de perto seu sorriso, aquele olhar. Tento fugir, não consigo. Puxa um assunto qualquer, sou um pouco indiferente, não dou muita conversa. Pensava apenas: preciso fugir daqui, não por sei quanto tempo ainda posso resistir. Tento me despedir, ele não deixa. E começamos um joguinho de conquista. Aqueles olhares meio de lado, o sorriso de canto da boca. Depois de alguns dias os amigos comentam:  ele está afim de você. Insisto em dizer que não, faço um discurso que somos apenas colegas, e ignoro totalmente o fato dele já ter dito que estava afim de mim.

Tudo começa a mudar quando vou visitar um parente (preciso de dizer que depois de umas algumas poucas semanas ele já me acompanhava até em casa, lanchávamos juntos depois das aulas, ele conhecia alguns da família, um pequeno nível de intimidade). Na casa do parente conversa vai, conversa vem e sabe aqueles assuntos que sempre falam, está namorando? Outro pergunta e aquele rapaz, quem é? Pois então, todos o viam me acompanhando. E surge a seguinte conversa:

- o fulaninho está afim da sicraninha (essa era uma prima)
- O QUE? - pergunto já pulando da cadeira.
- Ah ele ficou aqui cuidando dela. (a dita cuja estava adoentada)
- Vocês enlouqueceram? Ele veio me acompanhar na visita, ela estava doente, ele foi simpático e ainda tem mais, NÓS estávamos cuidado dela. Ele gosta de mim.

Pouquíssimo tempo depois vou embora, um tanto revoltada. No caminho eu pensava o que me aconteceu, porque agi dessa forma. Decidi que precisava fazer alguma coisa. Tenho que deixar tudo muito claro pra mim... E pra ele.

 Nos encontramos no outro dia. Tudo normal. Sentamos juntos, estudamos, conversamos, trocas de olhares, sorrisos de canto. Até que me deixo ser roubada. Contato físico. Um selinho. Ele percebe a permissão e não acredita. Tenta mais uma vez, consegue e olha pra mim. Eu com um pequeno sorriso encabulado, o rosto corado, só consigo dizer: eu gosto de você. (quando na verdade, achava que já estava pronta pra dizer eu te amo. Tinha medo. Mas o coração palpitou desde a primeira vez que o vi, ali eu já sabia que era ele). Seus olhos brilharam. Parecia que falei o que ele queria ouvir desde a primeira vez. Nem se importou com o eu gosto de você em vez, do eu te amo. Ficou olhando pra mim por algum tempo, na verdade segundos, apesar de parecer muito tempo. Observo como me olha, como sorri, aquele rosto parece dizer eu também gosto de você. Não conseguimos dizer nada durante esse tempo. Até que... O beijo aconteceu. Parecia ser um sonho. Os dias não tinham mudado muito, continuava a rotina de aulas, estudos. Mas agora estávamos um do lado do outro, andávamos de mãos dadas. E sem mais esconder os sentimentos.

E no meio de tanta felicidade, acordei.

Cruzei os dedos, pensamento firme, espero que isso seja um aviso, uma visão, qualquer coisa que me diga que isso pode acontecer.

Histórias de amor sempre um tem fim. Um dia tudo acaba, nem que seja por culpa da morte (o amor pode até continuar, mas não mais ter o outro pra se viver a história).  Minha história durou apenas uma noite, um sonho. Foi intenso, verdadeiro, um conto de fadas que acabou (e com final feliz). Espero o próximo. O sonho e o real. E se machucar? Arrumo um jeito de me reconstruir, dói muito, mas passa. O que realmente nunca vai passar  é o gosto pelo frio na barriga e as incertezas. Desvendar o futuro, ver o que me espera.

P.S.: Como fui eu que escrevi o texto pode ser que tenha uma pequena dose de exagero e muitas doses de omissão. Nem tudo é publicável, nem tudo pode ser contado, tem segredos que são apenas meus. Nem para o melhor amigo eu conto tudo. E não, não me pergunte nada. Gosto de manter um pouco de privacidade comigo mesma.
P.S.2: Quando comecei a escrever achava que a trilha sonora deveria ser "hoje a noite não lugar" do legião urbana, mas quando dei o play começou a tocar "I never told you" da Colbie Caillat. Achei que combinava com o  texto. Bom, parece que se encaixou perfeitamente bem.

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Bem vindo ano novo

2010, tu passou tão rápido. Se eu fizer um balanço de ti, tens tudo pra está na lista de anos não tão bons. Um dos piores, talvez. Trouxesse tantos problemas, foram tantas coisas ruins. Ahh 2010 poderia dizer que tu fosses um vilão.


Mas não. Pode ter sido ruim pra muita gente, mas para mim não. E não foi porque não fui atingida pelas coisas que tu trouxeste, me atingisse e muito. Mas foi aí que eu descobri que eu posso ser sempre mais forte. Quando você descobre que é protagonista da sua vida, não quer mais ser coadjuvante.


Para mim, 2010 foi o ano de maior aprendizado. Eu cresci tanto interiormente. Descobri umas de mim, que até conhecia, mas tinha esquecido um pouco. Enquanto o mundo desmoronava do lado de fora. Eu ia me fortificando por dentro. Dava pequenos sorrisos e grandes pulinhos.


Tive certezas do que realmente – me - importa nessa vida. Das coisas que realmente gosto, das que me deixam feliz. Do que eu quero. E de quem eu sou.  Descobrir isso foi bom. Ás vezes nos perdemos no meio do caminho. Mas quando a gente se encontra ahh...


Houve também os muitos momentos de alegrias, que estão bem guardadinhos na minha memória.


“Desculpas, se estou feliz no meio de tanta confusão. Desculpas, se eu pareço ser fria. Desculpas se não estou chorando. Desculpas se não estou sendo vitima. Desculpas por não está reclamando, praguejando. Eu descobri que ser feliz é muito bom. E nos piores momentos, ser feliz faz toda diferença. Não estou sendo fria. Dentro de mim, eu tenho a certeza de que tudo isso vai passar. Então relaxa. Enquanto você continuar agindo como vítima, nunca verá o que a vida tem pra te dar. Não consegue ver as oportunidades que tem em sua frente. Se acomodou a situação. Se acostumou a sofrer. Desculpa, mas isso não foi o que eu escolhi pra mim. Não deixe o comodismo fazer com que sua vida fique parada. Não tá bom, então mude. Busque algo que satisfaça. Busque ser feliz, até nas coisas mais simples. Ouse.”  (precisava ter dito isso em 2010, disse agora e encerra por aqui, agora já faz parte do passado)
 
Começo 2011, sabendo o que eu quero. O que eu preciso fazer. Tive tempo demais pra bolar todos os planos, traçar as estratégias. Eu agora quero a ação. Quero pintar o sete. Fazer tudo e mais um pouco. Quero não fazer nada.  Quero não me preocupar com os julgamentos. Sei que me preparas surpresas, das quais umas vou gostar, outras nem tanto. Sei que continuarei errando, que eu saiba levantar. Me reconstruir sempre que preciso. E mudar quando achar necessário. Criar as minhas regras e quebra-las.


Sou dona de inúmeros defeitos. Muitas incertezas, dúvidas, medos. Possuo apenas uma certeza: ser feliz.  Estar feliz. Problemas existirão sempre (é o que às vezes dá o tempero que a vida precisa). Não sei nada do futuro, mas se eu tiver feliz, já basta


Acredite na vida, no que ela pode te dar. Tenha fé em você. E quando tudo parecer está caindo, olhe pra dentro de você e se fortaleça. Lembre-se: um ano jamais será novo, enquanto você continuar pensando e agindo da mesma forma. As mudanças são necessárias. Mude quando achar necessário. E não espere um novo ano chegar pra isso. Mudanças podem acontecer em qualquer mês do ano.


Poderia desejar muita coisa. São tantos os desejos dentro de mim. Mas desejo apenas muito amor com os outros e consigo. Muitas histórias memoráveis. Desejo mais erros. Que se possa aprender com eles. Desejo ousadia, sabedoria. Desejo que se encontre e esteja em busca da sua felicidade.

Bye bye 2010, seja bem vindo 2011. Só espero uma coisa de ti: que sejas inesquecível.