sexta-feira, 6 de setembro de 2013

sabe...

Sabe quando você precisa sair de casa apenas para resolver uma coisa e simplesmente não quer voltar logo? E não sabe se visita a amiga, se vai na praia ou por onde deve dirigir?!

Sabe quando você vai no shopping e começa a andar sem querer ver nada? Só andar e pensar e continuar andando (recolhendo todos os folhetos das entradas da loja para ver depois).

Sabe quando você resolve entrar na livraria (o lugar preferido do shopping), e acaba perdendo a hora porque ficou mergulhada nas palavras de um livro que achou?

Sabe quando você lembra de voltar e quer um caminho mas vai pra outro? E começa a inventar mil e uma desculpas para não ir onde se quer?!

Sabe quando já tá chegando em casa, liga o rádio e começa a tocar aquela música e de repente, você vira na próxima esquina e vai para onde se queria ir de verdade?

Sabe quando o caminho fica mais longo de propósito?

Sabe quando sinto tua falta e tudo o que queria era te ver?

Sabe quando a gente ajuda o destino e passa na frente do prédio com a esperança de encontrar e falar que foi tudo culpa do acaso?



Sabe quando... Não. Eu não sei de mais nada. Eu só sei disso que pulsa na veia, que bate no peito e que sente falta de saber mais... saber mais de você.















Sabe 

Quando a gente tem vontade de encontrar 

A novidade de uma pessoa 

Quando o tempo passa rápido 

Quando você está ao lado dessa pessoa 
Quando dá vontade de ficar nos braços dela
E nunca mais sair…



Sabe, 
Quando a felicidade invade 

Quando pensa na imagem da pessoa 

Quando lembra que seus lábios encontraram 
Outros lábios de uma pessoa 
E o beijo esperado ainda está molhado 
E guardado ali em sua boca 
Que se abre e sorri feliz 
Quando fala o nome daquela pessoa 
Quando quer beijar de novo muitos lábios 
Desejados da sua pessoa 
Quando quer que acabe logo a viagem 
Que levou ela pra longe daqui…



Sabe, 
Quando passa a nuvem brasa 
Ar de coco, sopro do ar que traz essa pessoa 

Quando quer ali deitar, se alimentar 
E entregar seu corpo pra pessoa 
Quando pensa porque não disse a verdade 
É que eu queria que ela estivesse aqui…



Sei… 

Eu sei.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

a culpa não é do inverno

Os termômetros despencaram. A cidade esfriou. O casaco não protege do vento. O lençol não aquece o corpo. As meias confortam um pouco os pés, faltam-me as luvas. O inverno chegou com tudo dessa vez.

As músicas até que aquecem um pouco a manhã de domingo ensolarado e frio. O cobertor até pede pra ficar um pouco mais na cama. Aliás, a cama é uma mistura de conforto desconfortável. Ás vezes, é que tudo o que se quer. De repente, ela se torna um imenso vazio.

Os graus Celsius são os mesmo do inverno passado, mas o frio não. Está diferente. Veio mais forte. 

Sem dúvidas, tem algo novo nesse tempo igual. Nem achei bonito tirar a roupa elegante do armário. Nem inventei programinhas repentinos só para desfilar por aí mostrando a elegância do inverno.



É um frio que vem da alma, do coração. É um vazio que vem dos sonhos desfeitos, das promessas quebradas. É uma preguiça que vem das vontades que foram embora, dos planos que se desfizeram. E a culpa não é do inverno.


Faltam conversas, olhares, carinho. 
Falta inspiração, vontade, amor. 

(Falta amor. E foi daí que começou a faltar tudo)



É tanta coisa que falta. É tanto vazio que se fez de repente.



Passei a procurar lareiras que aquecessem o coração.






Caminhos. Frio











Porque Marisa combina com manhã de domingo fria